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Catecismo: um caminho sem volta

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“Se depois de termos recebido e conhecido a verdade, nós a abandonarmos voluntariamente, já não nos resta um sacrifício para expirar este pecado; só teremos que esperar um juízo tremendo e o fogo ardente que há de devorar os rebeldes” (Hebreus, 10, 26 e 27).
O abandono da fé traz consequências seríssimas segundo São Paulo: “Porque àqueles que foram uma vez iluminados, que  provaram o dom celestial, que receberam a sua parte dos dons do Espírito Santo, que provaram também a doçura da palavra de Deus e experimentaram as maravilhas do mundo vindouro, e apesar disso caíram, é impossível que se renovem outra vez para a penitência, uma vez que assim crucificaram de novo o Filho de Deus em si mesmos e o expuseram publicamente ao ridículo. De fato, a terra que recebe chuvas frequentes e fornece ao agricultor boas searas, é abençoada por Deus. Mas, a que produz só espinhos e abrolhos, é reprovada, e está perto da maldição; seu fim é ser queimada”. São Pedro, o primeiro Papa ratifica: “Assim, se,…

Ramos ou Cravos?

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A liturgia do Domingo de Ramos divide a celebração em duas partes. Fora da Igreja, na leitura do primeiro Evangelho, representamos o povo que aclama Jesus no caminho de Betfagé à Jerusalém. Porém, no fim da procissão, ao entrarmos no Templo, passamos a representar aqueles que O crucificaram pela leitura do segundo evangelho do dia.
Infelizmente, todos nós vivemos também essa contradição em nossas vidas. Mas de que forma? É fácil identificarmos... Quando fazemos a vontade de Deus em nossas vidas, quando seguimos os mandamentos, quando amamos a Deus sobre todas as coisas e ao irmão como a a nós mesmos, assim, dessa forma, estamos com os ramos na mão glorificando ao Pai Celestial e o seu Filho Jesus na unidade do Espírito Santo. Dessa forma louvamos a Santíssima Trindade pela sua infinita bondade.
Mas todas as vezes que permitimos que o pecado faça parte das nossas vidas, trocamos os ramos pelos chicotes e cravos para maltratar, açoitar e crucificar Jesus. Quando  seguimos os valores c…

O sacrifício Cristão

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O sacrifício é um elemento essencial na estrutura existencial de toda religião e o que varia, de uma para outra, são o objeto e o ato sacrificial. Nas religiões primitivas, de inspiração cosmológica, o objeto sacrificial era o ser humano, escravo e vítima das forças cósmicas - relâmpagos, trovões, tempestades, secas, terremotos etc. – representadas pelos deuses pagãos. O ato sacrificial são as sangrentas imolações de seres humanos fartamente registradas na História da Antiguidade. Entre os casos mais cruéis e demoníacos está o culto a Molok, na região mesopotâmica, que exigia o sacrifício de crianças recém-nascidas. Do ponto de vista cristão, o culto a Molok permanece até hoje sob a forma do aborto provocado.
Um novo paradigma é inaugurado por Abraão através da revelação de um Deus Único e Desconhecido que estava acima de todas as forças cósmicas e não exigia sacrifícios humanos involuntários. A aliança selada por Abraão é um compromisso bilateral em que, de um lado, Deus promete sua p…

A Oração e a Cruz

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O homem quando alcança um grau profundo de oração, separa-se das necessidades do corpo e do mundo físicos. Às vezes até escapa das leis do mundo físico, como Santa Tereza de Jesus ou Tereza D’Ávila em seus êxtases místicos coroados com levitações. O que, aliás, nada era diante de Nosso Senhor Jesus Cristo, a quem Tereza chamava por Sua Majestade, que andou sobre as águas, transfigurou-se em luz resplandescente, ressuscitou dos mortos e ascendeu aos céus. Tudo isso por Amor à Humanidade.
Essa compreensão do Amor Absoluto de Deus Criador por sua criatura humana é a própria experiência religiosa da comunhão do homem com a Divindade. Ao fazê-lo, o indivíduo imerge no mundo espiritual liberto das amarras temporais, espaciais e causais que, em suma, são os principais atributos possíveis de Deus: Eternidade – a simultaneidade de todos os momentos; Infinitude – a totalidade do espaço concentrada em um ponto; Onipotência – Causa das causas.
Portanto, o ato de abdicar dessa experiência voluntar…

São João Batista: o precursor de Jesus

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“Eu não sou aquele que vós pensais, mas após mim virá aquele de quem não sou digno de desatar o calçado”. Neste dia de São João Batista fica a pergunta para todos nós: se o santo não é digno de desatar as sandálias de Jesus, eu sou digno para quê? A resposta é óbvia: não sou digno para nada. Em tudo sou dependente e eterno devedor de Cristo. Se tenho alguma coisa a oferecer a Ele, são os meus pecados que precisam de ser lavados todos os dias pelo seu sangue. A misericórdia, o amor, a generosidade, a bondade, a mansidão e todas as outras virtudes que, por ventura, possam transparecer em mim, não me pertencem, na verdade é o próprio Jesus na sua infinita misericórdia que se dignou a vivê-las neste poço de misérias. Jesus, quero todos dias endireitar as minhas veredas pela mensagem de conversão proclamada pelo seu primo João Batista. Só isto importa.

Santos verdadeiros

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"Portanto, também entre santos existem contrastes, discórdias, controvérsias. E isto parece-me muito confortador, porque vemos que os santos não "caíram do céu". São homens como nós, com problemas também complicados. A santidade não consiste em nunca ter errado ou pecado. A santidade cresce na capacidade de conversão, de arrependimento, de disponibilidade para recomeçar, e sobretudo na capacidade de reconciliação e de perdão" 
Bento XVI

"Anunciar Jesus não é fazer carreira"

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Cidade do Vaticano (RV) - “O ‘anúncio’ de Jesus não é uma pátina de verniz, mas entra no coração e nos transforma” – disse o Papa Francisco na missa desta manhã, na Casa Santa Marta. E reiterou que seguir Jesus não confere maior poder, porque o Seu caminho é o da Cruz.

O caminho do Senhor, continuou, “é o do rebaixamento, e este é a razão pela qual sempre há dificuldades e perseguições”. Francisco advertiu que “quando um cristão não encontra dificuldades na vida - achando que tudo está indo bem, que tudo é lindo – significa que alguma coisa está errada”.

O Papa desenvolveu sua homilia partindo da pergunta que Pedro faz a Jesus e que, no fundo, se refere à vida de todo cristão. E Jesus responde que aqueles que o seguirem terão “muitas coisas boas”, mas sofrerão “perseguição”, o que ele explicou da seguinte maneira:

“Quem acompanha Jesus como um ‘projeto cultural’, usa esta estrada para subir na vida, para ter mais poder. E a história da Igreja tem muito disso, começando por certos impe…