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Vinde, Espírito Santo!

Cinquenta dias após a Páscoa, a Igreja se debruça sobre o mistério da festa de Pentecostes, atualizando e apontando para uma das mais profundas experiências do cristianismo. O envio do Paráclito, do Espírito da Verdade, que anima a vida da Igreja e de cada discípulo em particular. A ação do Espírito Santo é fundamental para a vida e missão da Igreja. É por sua ação e presença que somos conduzidos à proclamação do senhorio de Jesus em nossa vida. Por meio do Espírito, somos inflamados e impulsionados à vida missionária, ao anúncio sempre crescente e coerente de Jesus, do Pai e do seu Reino definitivo de amor, justiça, solidariedade, paz e unidade. É o Espírito que nos torna missionários do Pai. O Espírito Santo é gerador de Unidade! Sem ele, falamos muitas línguas, mas não nos entendemos, sem ele a vida é uma constante Babel. Sua presença, entretanto, traz entendimento e unidade entre as diferentes línguas. Por sua ação, Cristo pôde ser anunciado na língua de cada povo, e todas ...

A Eucaristia

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A Eucaristia é Jesus presente entre nós e por nós. Na Eucaristia está realmente presente Jesus com Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Com a Eucaristia temos de verdade o Emanuel, ou seja, "Deus Conosco" (Mt 1,23). Justamente S. Tomás de Aquino nos exorta a refletir que não existe nenhuma religião na Terra, que tenha o seu Deus tão perto e tão familiar como a religião cristã, com a Eucaristia. Coisa ainda maior é que o Verbo Encarnado, Jesus, não só vive entre nós, mas se quer doar, entrar em nosso coração e fazer-se um com cada um de nós. "Quem come minha Carne e bebe o meu Sangue, vive em mim como eu nele" (Jo 6,57). Jesus quer isso a cada dia. Por isso se fez Pão, por que o pão é o alimento cotidiano, é o nutrimento de cada dia, sem o qual nós enfraquecemos e morremos. A Santa Missa Onde e quando Jesus se faz Eucaristia? Na Santa Missa. Quando o Sacerdote consagra o pão e o vinho, temos o sacrifício supremo, incruento de Jesus, presente realmente no Al...

A confissão

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O Sacramento da Confissão está todo na parábola do Filho Pródigo (Lc 15,11-24). O pecado, o arrependimento, o perdão: o homem peca, o pecador se arrepende, Deus perdoa. São 3 realidades enlaçadas pela misericórdia de Deus. A confissão é o remédio do pecado, é o conforto do pecador, é o abraço de Deus ao filho que volta. Não tem sacramento mais humano, porque segue o homem e o ampara nas fraquezas e misérias de cada dia, apresentando-lhe o paterno vulto de Deus, que é feliz em perdoar os filhos, porque os que salvar: "Não quero a morte do pecador, mas que ele se converta de sua conduta e viva" (Ez 33,11). A quem perdoares... O perdão dos pecados nos vem de Deus, mas só através dos seus ministros sobre a Terra: os Sacerdotes. A eles Jesus deixou o seu mandato: "A quem perdoardes os pecados, serão perdoados; e a quem não perdoardes os pecados, não os serão". (Jo 20,33). Quantas vezes? Sempre que eles sejam dispostos. Nenhum limite a misericórdia de Deus (cf. ...

Santificar domingos e festas de preceito

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Parece incrível que se deva fazer força para obter dos cristãos de não trabalhar nos domingos e em festas de guarda para dedicar-se ao Senhor e à própria alma. Não só, mas o cúmulo é que só se consegue obter o descanso festivo e a participação à Santa Missa só de uma pequena minoria de cristãos. Já chegamos a este ponto! Com quais conseqüências? Aquelas já previstas pelo Papa Leão XIII: "Não respeitar os domingos, este é o princípio de todos os males: é a festa apagada, a eternidade esquecida, é Deus excluído da vida do homem." É o quadro mundial da sociedade de hoje: ateísmo, laicismo, materialismo, animalismo. Com o Concílio Vaticano II, o domingo ficou posto ainda mais em lugar de honra, como o dia do Senhor e o dia da alegria do homem. Todos os domingos"os fiéis devem reunir-se em assembléia para ouvir a Palavra de Deus e participar à Eucaristia. O domingo é a festa primordial que deve ser proposta à piedade dos fiéis, de modo que resulte também em um dia de al...

Sagrada Face

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Não mereço nem de longe desfrutar as riquezas do céu. Mas aguardo ansioso por contemplar a sagrada face do meu amado Jesus. Ela há de me acolher na sua infinita misericórdia. O céu começa nele e passa por ele. Se Jesus não estivesse lá, seria inútil a vida eterna. Toda plenitude está na sua vida, morte e ressurreição! Por enquanto, vinde e O adoremos na eucaristia e na prática do amor e da caridade aos irmãos. Por Éder Costa

Pecadores do mundo, alegrai-vos!

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Um dos evangelhos mais desconcertantes está em Marcos 2, 13-17. Enquanto passava, Jesus viu Levi,  o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos,  e disse-lhe: "Segue-me!" Levi se levantou e o seguiu. E o Rabi foi mais longe. Com seus discípulos, sentou à mesa na casa do mesmo Levi com muitos cobradores de impostos e pecadores.  Os doutores da lei se escandalizaram:" Por que ele come com os cobradores de impostos e pecadores?" Jesus, ao ouvir a pergunta, usou palavras desconcertantes para esclarecer o maior objetivo de sua missão: " Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores." Na Igreja comunidade, apontamos muitas vezes para os erros e os desvios alheios com o objetivo torto de ressaltar a nossa suposta santidade. O prazer de comentar as dificuldades e as misérias do outro preenchem o nosso ego e ajuda a lustrar a nossa imagem de "santinhos do pau oco". Jesus conden...

Católicos de verdade

A doutrina católica não faz curva diante dos nossos pecados. "Dizei somente: Sim, se é sim; não, se é não. Tudo o que passa além disto vem do Maligno (Mt, 5, 37)". Muitos católicos abandonam sua fé porque percebem que a sua Igreja não se adapta às suas fraquezas ou limitações. O catolicismo incomoda, aponta na consciência o escândalo de nossas contradições. Como "Adãos e Evas" da era moderna, tentamos fugir dos olhos atentos de Deus. Nós buscamos tapar os pecados com as folhas do relativismo moral sempre em moda. E neste mundo de celebridades e brilhos efêmeros, o orgulho e o respeito humano tão desejados, são pragas capitais que nos afastam de Deus. Em nossas divagações, preferimos que o Pai nos proteja e abençoe do céu mas sem ocupar o centro de nossas vidas. O homem moderno fantasia um  deus  abstrato, externo, anônimo e, se possível, apenas útil para as conveniências da vida: casamentos pirotécnicos, velórios desesperados, batismos sociais, entre outros. Um...